segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Livro de Colorir


Eu já perdi as unhas de tanto arranhar os portões do céu.
Até gritei, mas nada saiu. Minha voz sumiu.
Toda a luz dentro de mim está apagada.
Preciso de alguém que com um olhar a acenda.

Eu ia fazer versos, mas eles se foram assim que veio toda a complexibilidade em montá-los. Aqui quero quebrar umas regras, por que concluir textos? Deixe eles abertos, faça com que as pessoas usem a cabeça para fechá-los. Não coloque margem e paragrafo. Faça as pessoas pensarem, parece que quando crescemos não nos dão mais livros para colorir. É disso que as pessoas precisam livros para colorir, elas querem tudo pronto. Vamos montar as coisas, pegar peças, encaixá-las. Pinte as rosas brancas de vermelho. Vá até a janela e grite aos vizinhos que a música deles é horrivel. Cante as partes que você sabe daquela música e faça "nãnãnã" com o resto.

Não importa, ao menos faça. Tente. Pense.

2 comentários:

Luciana disse...

Concordo com essa sua 'teoria'. Pra que se fixar em coisas que já existem, que já estão certas? A graça é inventar ou reinventar o que já está feito ou que não está feito. Pensar, usar a mente, azer o cérebro trabalhar :)

Richard disse...

Boa tentativa, mas será que fez isso porque não conseguiu finalizar você mesmo?

Abs,