quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Paranoid Android


"Conhecer aquilo que dele estava escondido é,
para o homem,

a embriaguez, a honra e a perda de si próprio
".
- Sidonie Colette.
Escritora francesa.

O tempo passa, envelhecemos e ficamos ultrapassados antes mesmo de completar duas ou três décadas de vida. As coisas vão evoluindo de uma forma grotescamente rápida, e isso vai fazendo-nos se sentir parte do passado e cada vez mais distante do próprio presente.

Castas e mais castas são criadas a cada dia, subdividindo divisões já subdivididas pelos divisores da sociedade. Tudo isso nos faz pensar e pensar em coisas cada vez mais especificas e focadas. Antigamente as mesmas pessoas eram: físicos, químicos, matemáticos, filósofos, engenheiros, pintores e centenas de outros. Hoje isso é impossível, a quantidade de conhecimento inventado ou descoberto é massiva para se aprender tudo, deve-se seguir uma subdivisão de alguma coisa para seu bem mental.

Toda essa coisa digital que nos está cercando está cada vez se encolhendo para nos ocupar menos espaço, mas cada vez que isso acontece leva um pouco da nossa sanidade em compreender como é. Vai tudo diminuindo, porém de tantas coisas pequenas acaba se formando algo titânico, que acaba nos esmagando e nos sobrecarregando de pequenos detalhes que nos fazem fugir por uma única porta, e nunca mais de uma.

A nossa capacidade de sermos versáteis está se perdendo, estamos cada vez mais ficando quadrados e incapazes de nos virar e outras coisas. Ninguém sabe mais um pouco de tudo, todos sabem nada de um. A cada dia que você perde descansando você fica um dia obsoleto com a quantidade de informação que surge.

Você está se encolhendo, perdendo suas capacidades de ser livre e cada vez mais se prendendo a alguma coisa, chegará uma hora na qual vamos nos deparar com um abismo de conhecimento, este abismo infinito estará no fim de toda uma trilha cada vez mais focada. Se pararmos, outros pularão, se pularmos, nada nos restará. Qual será a graça quando o desconhecido for o conhecido?

"Conhecimento é saber que não podemos saber".
- Ralph Emerson.
Escritor, filósofo e poeta americano.

_______________________________________________________________


Bem, antes que perguntem: Sim, eu estava escutando Radiohead quando escrevi isso :)
Outra coisa também, não sou contra o conhecimento, sou contra a alucinação dele.
Bjs! ;*

ATUALIZADO (11/10/2010)
Confira agora minha participação no Mostarda Crua!!
Bjs! ;*

Atualizado (01/08/2011): Erros de português e bug de imagem.

17 comentários:

bruno disse...

esse texto ficou meio confuso pra mim :s
não entendi muito bem mas axo q vc queria falar sobre o ser humano sedentario ou não ?

Stella Scrummiest disse...

Uau! Adorei o post. A própria filosofia e sociologia explicam certas coisas abordadas no seu texto. Principalmente a parte que estamos nos especificando cada vez mais. Não sabemos mais de tudo, e por isso, agora mais do que nunca, precisamos mais dos outros.
Isso aconteceu com o conhecimento e com o trabalho.
Enfim, é você precisar do outro mesmo sem ter conhecimento sobre o outro. Aí, têm os socialistas que dizem que essa 'evolução' é anomia; desagregaçao; caos social. E de certa forma até que é né? =/

Parabéns. Beijos. já estou ansiosa pelo próximo.rrss

Nat disse...

Pô Gostei muito.
Gostei da sua forma de escrever, um vocabulário amplo e diversificado, mas compreensível.
Gostei em especial da parte em que você diz que antigamente as pessoas eram matematicos, fisicos, quimicos, cientistas, tudo ao mesmo tempo e hoje cada um é NO MÁXIMO uma só coisa. É verdade.
Devemos tanto a esses pensadores antigos...o que os de hoje vão deixar pro futuro? robotica? pelo menos a biotecnologia já trouxe algumas coisas boas...

Manoel Leonam disse...

Ainda bem que os "divisores da sociedade subdividiram já divisões já divididas" de forma que eu não me contamine e fique bastante distante com toda essa merda que existe por ai.

shadows disse...

olá, gostei do seu ultimo post.
da pra ver como tudo muda.
Beijos, se cuida.
Primeira vez aqui (:

Lêlê Mafalda disse...

Que profundo. Adoro essa música, ela sempre leva me leva a reflexões, bom saber que ela faz isso com outras pessoas tb.

Blog Ten disse...

gostei, mas axei mei confuso ;s

Lacobos disse...

Bom, mas não se preocupe: O fundamental nunca será básico, é a lei e é para todos.

Uacht!

http://dadonanet.blogspot.com

Richard disse...

É só asar um final de semana fora e parece que o mundo avançou dez anos. É uma relação complicada. Não dá realmente para sermos de tudo um pouco, mas também podemos pensar que éramos superficiais. Hoje, a informação na hora, podemos concentrar melhor nossas forças. O problema é apenas digerir informação e não transformá-la em criatura útil.
P.s.: Eu ainda tento fazer de tudo um pouco, ainda tento.

FábioZen e Débora disse...

Visitando o amigo.Olha Sparrow,as coisas estão realmente meio confusas para mim.Após os trinta anos muita coisa que antes era nojenta para mim hoje já vejo com simpatia,outras antes importantes já não significam nada.Talvez essa viagem evolutiva ao inverso seja divertida se encararmos como uma paisagem que passa atraves da janela de um onibus em movimento.Baita post irmão!Confere BANQUETE COM MENDIGOS lá na
http://oficinamissoes.blogspot.com/
To te linkando!

Igor Feijão disse...

Interessante!!! =D

Mto maneiro o texto!

Kayo blogadão disse...

Não entendi muito bem a mensagem que o texto quis passar, mas tudo bem mesmo assim parabéns pq independentemente do texto e dificil escrever.
http://k-a-y-o.blogspot.com

Eduarda Ramos disse...

Reflexivo, e muito bem escrito...

:)

LK Chaves disse...

Gostei do seu texto, faz pensar. E isso é importante!
Mas: "Ninguém sabe mais um pouco de tudo, todos sabem nada de um". Eu tenho que discordar um pouco, pois eu acho que nós sabemos muito pouco de tudo, mas ainda assim sabemos quase nada, deu pra enteder?

Muito bem escrito e muito interessante esse texto!

bjos

SO.L. disse...

Ô homem,

Acho que tu exagerou um pouquinho, he.
Eu estou acostumada a ler por aí os malefícios da televisão, do computador, do celular e das tecnologias a 4. A dizer que elas nos isolam ou como você disse, nos apequenam no meio de tantas informações e variações, como se sempre nos jogassem para o passado.

Mas acho que antes de pensar no passado da história, temos de pensar no nosso próprio tempo, o que temos para fazer e o que ainda não fizemos e podemos. Não precisamos todos dançarmos a mesma música, cada qual tem sua vida e evolui a cada dia. A cada segundo, aprendemos uma coisa nova, uma nova experiência, que talvez não esteja digitada por aí em blogs. Logo, já temos um pouco mais de sabedoria do que muita buginganga tecnológica - mesmo porque elas são burras, he.

Perde a capacidade de ser livre quem quer. E ninguém quer ser livre. Liberdade é extenso demais. Mas a dose de liberdade que temos, cada um usa da forma que acha correto; tem gente que tem medo da opinião alheia e tem gente que não. E isso, ao meu ver, não é culpa das tecnologias ou da sociedade;
é a escolha de cada um.

Minha opinião, tô querendo ditar verdades não, he.

jhenny disse...

o fundamental nunca será básico ;)

Esther cyrraia disse...

Parece que estamos aprendendo cada vez mais, mais coisas que não nos são nem mesmo úteis... adorei seu blog e suas palavras! aproveitei e roubei teu peixe tb...
ps: radiohead é bom demais pra viajar!!!